Programa “Percursos Gerais: Trajetória para Autonomia” passa por adaptação diante do novo coronavírus
O programa Percursos Gerais: Trajetória para Autonomia, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), está se adaptando para o novo cenário global imposto pela pandemia do coronavírus. Como forma de prevenção à COVID-19, e valorizando a saúde e segurança de cidadãos e servidores públicos municipais e estaduais, as atividades presenciais do programa foram temporariamente suspensas. Já as atividades de planejamento seguem acontecendo à distância.
Lançado em 2019 como estratégia do Governo de Minas para combater a vulnerabilidade social presente em mais de 70 municípios mineiros, o programa está na primeira fase de execução. O cronograma previa, antes da pandemia, o início das atividades em 16 municípios que pertencem à regional da Sedese em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Como parte do objetivo central do programa, as ações são destinadas às cidades com baixo IDH-M no estado, e atuam de forma que as pessoas socialmente vulneráveis consigam alcançar a própria autonomia, através de parcerias com empresas do terceiro setor e desenvolvimento de ações de geração de renda, esporte e lazer, assistência social, segurança alimentar e nutricional, habitação social, direitos humanos e também política de prevenção e cuidado sobre drogas.
Segundo Henrique Oliveira, Superintendente de Integração e Segurança Alimentar e Nutricional, os projetos que foram desenvolvidos na primeira fase do projeto ainda vão acontecer. “Já estávamos no início da implementação das medidas, os termos de parcerias estavam prontos. Mas grande parte das medidas neste momento precisam de articulação com os poderes municipais, e essas atividades nos municípios geram, inevitavelmente, aglomeração de pessoas”, explica. Henrique destaca que o projeto nunca parou, e outras etapas seguem a todo vapor para dar continuidade ao trabalho. “O Trajetória Renda está caminhando para lançar o edital de contratação do parceiro executor das atividades que vai atuar nas ações de fomento ao emprego e renda. E os poços artesianos - que são perfurados em parceria com o IDENE (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais) - seguem as atividades normalmente. Teremos a entrega de 16 novos poços nos próximos meses, um em cada município desta primeira fase”, afirma.
O Superintendente ainda reforça que o momento é de superação. “O Programa se torna muito mais importante nesse momento, onde as pessoas ainda estão mais vulnerabilizadas pela diminuição de renda e paralisação do comércio. Tivemos que replanejar, mas estamos determinados a fazer com que essas ações cheguem aos municípios”, conclui.
Estímulo ao desenvolvimento
Percursos Gerais: Trajetória para Autonomia tem, ao todo, 73 municípios mineiros participantes, e está dividido em quatro fases de execução. Os municípios atendidos na fase atual estão na região que concentra a maior parte de cidades com baixo IDH-M em Minas Gerais. O programa pretende estabelecer ações que contribuam para que os indivíduos pobres e extremamente pobres possam sair dessa condição e caminhar em direção à autonomia.



A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Assistência Social (Subas), informa que estão abertas as inscrições para o Treinamento EaD sobre o Artigo 30: funcionamento do Conselho, Plano e Fundo de Assistência Social. A ação é destinada aos gestores (as), trabalhadores (as) e conselheiros (as) estaduais e municipais da Assistência Social. Os interessados devem se inscrever até o dia 5 de junho.
A Utramig está com inscrições abertas para cursos de qualificação a distância. Voltados para atender às demandas do mercado de trabalho, as capacitações são abertas para os mineiros de todas as regiões do Estado. São 635 vagas, no total, para os seguintes cursos:
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio do documento de
O Bolsa Merenda, criado pelo governo de Minas para auxiliar as famílias neste momento de pandemia do novo coronavírus, tem sido acessado primeiramente pelas famílias que residem em regiões mais pobres do Estado. O Norte de Minas lidera a busca pelo benefício, alcançando 50,2% do total de famílias que têm direito ao recurso naquela região, seguido pelo Jequitinhonha (43,8%) e Vale do Mucuri (40,8%). As menores procuras estão nas regiões Sul/Sudoeste de Minas (18,9%), Zona da Mata (21,3%), Central (23,3%) e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (23%). Até agora, foram pagas duas das quatro parcelas no valor de R$ 50 para cada aluno.