O que é Economia Popular Solidária? É somente um espaço de vendas ou vai mais além? E o Conselho?  Qual o seu papel ? O Fórum Mineiro de Economia Solidária faz o quê ? Você sabia que Paul Singer era economista e sociólogo e referência internacional no tema? Esses assuntos foram abordados no dia 15 de maio, na oficina para conselheiros e gestores dos municípios da região metropolitana, na Prefeitura de Belo Horizonte.

Apesar de o nome ter sido criado no Brasil, economia solidária é um movimento que ocorre no mundo todo e diz respeito à produção, consumo e distribuição de riqueza com foco na valorização do ser humano. A sua base são os empreendimentos coletivos (associação, cooperativa, grupo informal e sociedade mercantil).

Hoje, o Brasil conta com mais de 30 mil empreendimentos solidários, em vários setores da economia, com destaque para a agricultura familiar. Eles geram renda para mais de 2 milhões de pessoas e movimentam anualmente cerca de R$ 12 bilhões.  Minas Gerais responde por 15% do mercado brasileiro de Economia Popular Solidária.

A importância da participação da sociedade civil

As ações da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) de fortalecimento da economia solidária local e de consolidação das políticas públicas voltadas para esse segmento ganham cada vez mais capilaridade em Minas. “É mais uma oficina que a Sedese está desenvolvendo em parceria com os conselhos. Nossa meta é atingir mais municípios mineiros. Estamos vivendo um cenário preocupante em relação ao alto índice de desemprego, por isto, é importante que a sociedade civil se organize para assegurar as conquistas democráticas construídas na Constituição de 1988”, afirmou o subsecretário de Trabalho e Emprego da Sedese, Antonio Lambertucci.

É também para a criação e fortalecimento de espaços de participação e controle social nas políticas sociais, trabalho, emprego e economia solidária que o diretor regional da Sedese na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Wagner Maciel, fala da importância das oficinas. “Estamos capacitando representantes de 25 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, onde existe um grande número de trabalhadores na agricultura familiar e em pequenos empreendimentos”.

Participação popular

oficina municipiosCom a participação de especialistas e representantes do Fórum Regional, de Conselheiros e da Sedese, além de gestores das cidades de Esmeraldas, Contagem, Belo Horizonte, Sete Lagoas, Bonfim, Matozinhos, Mário Campos, Pará de Minas e São José da Varginha, a oficina foi muito positiva para a representante do Conselho de Assistência Social de Matozinhos, Mirian Justina da Silva. “Estamos tentando criar o Fórum de Usuários e buscar melhorias para os moradores da cidade. Estou aprendendo muita coisa para levar para minha cidade, mas o que mais gostei de ouvir é que a gente tem que lutar e não ficar calado, todos temos direitos iguais”.

“Tenho grande amor pela economia solidária”

Até declaração de amor teve na oficina e o galanteador foi o coordenador do Forum Mineiro da Economia Solidária, João Lopes, de Esmeraldas. “Ela cria mais solidariedade, respeito e compartilha os direitos, os integrantes decidem o que é melhor para o grupo. A economia solidária cria, principalmente, a inclusão e valoriza mais a pessoa e não o capital”.  Ele falou da Moeda Social Esmeralda, criada e batizada pela comunidade para incentivar a circulação da moeda dentro do território atendido pelo banco comunitário. “A Moeda Social Esmeralda (M$) é uma estratégia de desenvolvimento local eficaz ao manter na comunidade a riqueza gerada por ela mesma, fazendo girar a economia na comunidade através de uma rede de produtores e consumidores. Hoje é aceita em mais de 20 estabelecimentos comerciais da região, que concedem descontos de até 10% se o pagamento for em M$”.

As próximas oficinas vão acontecer no mês de maio em Januária ( dia 18), Arinos (22), Unaí( 23), Paracatu ( dias 24 e 25), Ipatinga (29) e Caratinga (30).