Evento reuniu famílias, especialistas e gestores para ampliar o diálogo voltado à inclusão

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) realizou, nesta segunda-feira (13/4), o Encontro Estadual: Parentalidade Atípica. A iniciativa reuniu famílias, profissionais e gestores públicos em um espaço de troca, escuta e acolhimento para conversar sobre os desafios e as vivências de quem cuida de pessoas com deficiência.
Ao longo do dia, mães, pais e especialistas compartilharam experiências e falaram sobre temas que fazem parte da rotina dessas famílias, como o acesso a serviços, a inclusão na escola, a saúde e o apoio no dia a dia. A iniciativa buscou ouvir, orientar e construir caminhos de forma conjunta, ampliando o apoio às famílias em todo o estado.
Para o secretário interino de Estado de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, esse diálogo direto com as famílias é fundamental para que as políticas públicas façam sentido na prática.
“A proposta do Governo de Minas é que nenhuma família caminhe sozinha. A informação é uma ferramenta de acesso a direitos e de fortalecimento da autonomia. Por isso, hoje discutimos desde políticas de promoção de direitos até a organização da rede de apoio e a superação de barreiras que ainda existem no dia a dia das pessoas neurodivergentes”, destacou o secretário.
O encontro faz parte de um conjunto de ações da Sedese que buscam tornar as políticas públicas mais próximas da realidade das famílias. A ideia é justamente essa: ouvir quem vive a situação no dia a dia e, a partir disso, fortalecer serviços, ampliar o acesso a direitos e tornar o atendimento mais humano e efetivo.
A mãe atípica Ana Paula Oliveira, de 43 anos, ressaltou a importância de espaços como esse para fortalecer as famílias.
“O encontro é um leque que se abre para nós, mães e pais atípicos, para podermos ser ouvidos. É a possibilidade de sermos abraçados e ajudados no tratamento do nosso filho”, afirmou.
Ao reunir diferentes pessoas em um mesmo espaço, o evento também ajudou a aproximar quem está na ponta do atendimento com quem formula as leis, promovendo mais alinhamento, troca de experiências e soluções práticas.
Inclusão que chega na vida real
Minas Gerais tem avançado em ações concretas para apoiar pessoas com deficiência e suas famílias. Um exemplo é a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que já foi emitida para mais de 60 mil mineiros em 830 municípios do estado. O documento facilita a identificação e garante prioridade no atendimento, além de evitar a necessidade de apresentar laudos em diferentes situações do dia a dia.
Outra iniciativa que vem fazendo a diferença é o Parque Girassol. O primeiro espaço foi inaugurado em Belo Horizonte, dentro do Parque Municipal, pensado especialmente para acolher crianças com deficiência, principalmente com autismo. A proposta é oferecer um ambiente seguro, inclusivo e acolhedor para o lazer em família. E a expectativa é ampliar esse projeto para outras 11 cidades mineiras nos próximos meses.
Com iniciativas como essas, o Governo de Minas segue avançando na construção de um estado mais inclusivo, onde cada família encontre apoio, respeito e oportunidades para viver com mais dignidade.