A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Esportes, realizou na quinta-feira (28/11), em Brumadinho, as últimas ações sociais esportivas deste ano na cidade. Ao todo, foram executadas 6 oficinas, em 8 escolas, beneficiando cerca de 2.700 crianças e adolescentes de escolas estaduais e municipais desde o início de 2019.

A atividade contou com a parceria dos clubes de futebol Cruzeiro, Atlético e América, que enviaram brindes e seus mascotes para alegrar as crianças, além da Associação Mineira do Paradesporto (AM Paradesporto), que juntamente com os técnicos da Subsecretaria de Esportes, ministraram as oficinas.O atleta paralímpico medalhista nos Jogos Parapan-Americanos de 2019 e recordista mundial na classe S2, Gabriel Geraldo, também esteve presente falando sobre motivação e perseverança para os jovens.

Além disso, o Centro de Referência Estadual em Álcool e outras Drogas (Cread), órgão da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas da Sedese, realizou uma roda de conversa com os jovens da escola, discutindo os desafios da adolescência e abordando, principalmente, a temática das drogas. A gerente de orientação da qualidade das políticas sobre drogas do Cread, Cíntia Freire, explicou o bate papo. "Nosso objetivo foi convidar esses jovens a refletirem sobre as escolhas e liberdades, além de trazer um pouco de informação sobre esse universo e mostrar como podemos lidar com as questões da adolescência”, destacou.

A Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também marcou presença, oferecendo uma oficina sobre saúde bucal.

O diretor de Incentivo de Esportes de Participação, de Formação e de Rendimento da Sedese, Samuel Souza, explicou as ações durante o ano. "Na primeira etapa havia a aplicação de atividades lúdicas para esse público, mas no meio do ano nós decidimos mudar o foco, passando a trabalhar a temática da inclusão, com oficinas de esportes paralímpicos", afirma.

As modalidades de atletismo paralímpico, bocha paralímpica, futebol de 5, goalball, parabadminton e vôlei sentado foram apresentadas aos alunos durante as oficinas. "Isso traz uma empatia e também promove a socialização entre os alunos, além de deixar um legado, tanto para as crianças, quanto para as escolas que, após as oficinas, em sua maioria, continuam trabalhando a inclusão durante as aulas de educação física", completa Samuel.

O aluno Arthur Gabriel, de 9 anos, quer passar para frente esse legado. "É bom a gente aprender, para ensinar os outros, quem tem deficiência ou não", declarou. Para as crianças que participaram da última oficina realizada na Escola Municipal Maria Solano Menezes Diniz, além da diversão, fica também o aprendizado. "Achei muito legal e vi que o vôlei sentado também pode ser praticado por pessoas com vários tipos de deficiência", afirma Ana Luiza, de 8 anos. Já para a estudante Livya, a novidade foi o futebol de cinco. "Ele é muito divertido e eu amei jogar, é bem diferente do futebol normal, pois a bola tem aquele acessórios dentro dela que fazem barulho", completou.

O entusiasmo tomou conta de toda a escola, que atende 396 alunos de cinco comunidades adjacentes, sendo elas Parque da Cachoeira, Assentamento Pastorinhas, Tejuco, Monte Cristo e Córrego Fundo. A diretora Clélia Auxiliadora Ribeiro, fala da felicidade em receber ações como essa. "Eu me sinto realizada, pois trabalhamos para isso e quando se percebe que está dando certo, a gente faz com que se queira sempre mais e melhor para nossos alunos".

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