A Utramig realizou nos dias 27 e 28 de agosto as formaturas do 1º semestre dos cursos técnicos em Informática (Presencial e a Distância), Multimídia, Eletrônica, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho. No total, foram 140 formandos bolsistas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As solenidades aconteceram na sede da OAB-MG, em Belo Horizonte.

A presidente da Utramig, Patrícia Braga Soares e Silva, abriu sua fala durante o evento declarando que era o momento preferido dela. “Poder encerrar um ciclo de trabalho é muito gratificante. Olhar pessoalmente pra cada um de vocês - sabendo o quanto caminharam, o quanto se esforçaram, o quanto se superaram pra chegar até aqui – é um momento especial”.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, destacou a necessidade da qualificação profissional para que o Estado volte ao caminho do desenvolvimento. “A qualificação profissional que vocês receberam é muito importante para Minas Gerais. O conhecimento e a qualificação profissional são importantes para o estado voltar ao estágio que sempre foi. Minas precisa se desenvolver, por isso precisa de pessoas qualificadas”, declarou a secretária aos novos técnicos.

Os alunos são todos oriundos de escolas públicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os cursos têm duração de 18 meses. A emoção estava estampada na cara de todos os presentes. “É muito satisfatório ver o caminho que ele escolheu, a amizade com os colegas de curso que ele fez”, declarou com a alegria expressa nas palavras Elias Vieira da Rocha, pai do formando em Multimídia, Lucas Vieira de Paula Rocha.

Elias reforçou a importância do curso para o futuro do filho. “O curso abriu muito a cabeça dele para coisas diferentes. Agora, ele fala em fazer publicidade, fotografa e tudo com muita alegria. Ele já pegou alguns serviços de fotografia, comprou algumas coisas para melhorar o trabalho, como um celular, que a gente não tem condição de dar”.

A formanda em Informática, Ana Luiza de Souza Gonzaga, disse que todos passaram pelas mesmas dúvidas e angústias. “Nossos sacrifícios foram os mesmos. Largamos as noitadas e as festinhas para estudar”, declarou rindo. Ela lembrou que a escolha do curso envolvia aceitar mudanças. “Nós escolhemos um dos caminhos mais difíceis que é o da educação. É claro que seria muito mais fácil ficar em casa sem fazer nada. Escolhemos lançar novos olhares sobre nossos futuros, escolhemos ir além dos nossos limites, aceitar os desafios que cada curso proporcionou”.

Já o subsecretário de Trabalho e Emprego da Sedese, Raphael Vasconcelos, lembrou de como era estar do outro lado, como formando. “A formatura é um grande marco de sua história, pois só quem forma sabe todos os desafios, problemas e dificuldades enfrentados”. Ao final, o subsecretário aconselhou. “Sejam sempre as próprias métricas do seu sucesso, pois comparar caminhos só faz com que você demore ainda mais a encontrar o seu”.

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