Os depoimentos das mulheres mineiras que participaram do  Seminário de Avaliação do Programa de Formação em Economia Popular Solidária, da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), no dia 30, no hotel Royal, no centro da cidade, não deixam dúvida sobre a  importância do projeto na vida de cada uma.

A educadora popular Mariza Mendes disse que oficina foi decisiva para a qualidade de vida da famíliaPara a educadora popular e atuante no Fórum da Economia Solidária, da cidade de Barbacena, Mariza Mendes,  participar do projeto mudou totalmente sua vida. "Participar da oficina oferecida pelo projeto de Economia Popular Solidária foi um momento muito importante na minha vida e para a sobrevivência da família". Ela conta ainda que as oficinas oferecidas pela Sedese, nos últimos dois meses, em vários pontos de Minas Gerais, alavancaram e fortaleceram os grupos das regionais. “Onde passam deixam uma sementinha", comemorou a educadora. Durante o seminário, foram apresentados os resultados das oficinas realizadas nas regiões.

De Teófilo Otoni, do Vale do Mucuri, a também educadora Joana Alves de Louback, conta que o projeto ajudou a criar novos empreendimentos e foi instrumento de fortalecimento de organização dos Fóruns. "A Economia Popular Solidária se reafirmou como um processo alternativo ao desmonte dos direitos dos trabalhadores, orquestrado pelo governo federal, e como movimento de resistência na cidade”. Ela conta que na região, 70 pessoas participaram das oficinas oferecidas aos jovens e mulheres.

Formação oferecida aos empreendedores é uma bandeira forte de ação e de apoio
Em 2018, o projeto de Formação em Economia Solitária realizou 40 oficinas e atendeu 609 pessoas em 30 municípios mineiros. O presidente do Conselho da Economia Popular Solidária (Ceeps), Samuel da Silva, vê a formação oferecida aos empreendedores como uma bandeira forte de ação e de apoio a estes empreendedores. “Foi uma grande caminhada do projeto nos municípios mineiros”, afirma.

Com ele concordou Joaquim Carlos dos Santos,  do Fórum da Economia Popular Solidária. “É importante a continuidade do projeto principalmente nas regionais que ofereceram oficinas para os jovens. "Eles precisam desse apoio para continuar seus projetos”.

Mulheres sem documentos e fotografias

A avaliação do projeto contou com a participação de educadores, de integrantes do Comitê de Gestão Regional do Projeto, alunos das oficinas realizadas nos municípios, para a realização das temáticas de mulheres, jovens e fundos rotativos.

Nas oficinas realizadas para as mulheres, foram discutidas a  importância da presença feminina no projeto da Economia Popular Solidária. De Montes Claros, Sofia dos Santos, assistente social e militante da economia solidária. “É preciso nos unir para nos fortalecermos, uma na outra. Nas reuniões com as mulheres, principalmente do meio rural, percebemos como elas são oprimidas. Algumas não possuem documentos, nem fotografias.   Durante as oficinas, as mulheres, aos poucos, perdem a timidez e falam das suas vidas”, explica Sofia.

Projeto é estratégia para o comercio solidário
A Sedese ofereceu, pela primeira vez no Estado, cursos de formação de empreendedores  em Belo Horizonte e em diversos municípios mineiros. "Com esta avaliação que está sendo realizada, vamos  aperfeiçoar a proposta  de formação para os empreendimentos da Economia Popular Solidária em Minas Gerais”, afirmou Lea Braga, superintendente de Políticas de Empreendedorismo e Economia Popular Solidária da Sedese. Segundo ela, nas oficinas realizadas para os empreendedores  foram encaminhados a criação de um  Grupo de Trabalho de Mulheres (GT);  criação de fundos rotativo;  e a criação de uma rede de jovens.

Em Minas Gerais existem 1.504 empreendimentos da economia solidária, com atuação nos segmentos de artesanato, agricultura familiar, alimentação, serviços, confecção, catadores de material reciclável, cultura, cosméticos, crédito e psicultura.