A Anglo-American foi a vencedora na categoria “Grandes Empresas” da 1ª Edição do Prêmio Empresa Inclusiva para Trabalhadores com Deficiência, criado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) para mapear, valorizar e divulgar as boas práticas de inclusão de trabalhadores com deficiência. O segundo lugar nessa categoria ficou com o Verdemar e, o terceiro, com o Supermercado Peixoto e Filhos, do município de Pará de Minas.  A solenidade de entrega dos prêmios ocorreu na noite da última quarta-feira (20) na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).  Foram também agraciados com menção honrosa a Patrus Transportes e Localiza Rent a Car.
    Na categoria “Empreendedor Individual com Deficiência”, o vencedor foi Felipe Barros Silva, estudante da PUC-Minas que criou a plataforma de videoconferência Signumweb, que oferece intérpretes on-line, em tempo real, para intermediar a comunicação de surdos por meio da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).  O segundo lugar ficou com Eliane Vieira de Oliveira, que implantou a Vetor Inclusão, consultoria especializada em diversidade e inclusão social. O terceiro lugar nessa categoria foi conquistado pelo músico Jafet Leite Oliveira, que criou o Free Soul/BH, para levar alegria às pessoas, principalmente da terceira idade. Houve também menções honrosas a Elton Antônio (Reciclart) e Kátia Fontes (Ortolev).
              Os três vendedores de cada categoria receberam um troféu, entregue por representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Minas Gerais (Sebrae/MG), Fiemg e Sedese. Já as empresas e empreendedores individuais com deficiência, agraciados com menção honrosa, receberam uma placa alusiva à premiação. Ao todo, foram 37 participantes se inscreveram na 1ª edição do prêmio. A Sedese publicou uma revista especial com os relatos das experiências, disponível aqui.
A comissão julgadora contou com representantes da Sedese, do Conselho de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conped), da Fiemg, da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio), da Fundação João Pinheiro (FJP), do Instituto Ester Assumpção, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e, representando a sociedade civil, a jornalista Inácia Soares.
          O Prêmio Empresa Inclusiva foi dividido em três categorias: Empreendedor Individual com Deficiência, Pequenas e Médias Empresas – as que possuem mais de 99 funcionários, e Grandes Empresas – com 100 ou mais empregados.  Na segunda categoria, não houve inscritos. Essa iniciativa contou também com a participação da Fecomércio/MG, da Fiemg,  da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), do Sebrae/MG,  da FJP, do Instituto Ester Assumpção, do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter-MG), da Cemig e da ABRH/MG.
    Para as empresas com mais de 100 funcionários, um dos pré-requisitos para participar dessa 1ª edição do prêmio foi  cumprir o que prevê a Lei Federal 8.213/91, a denominada lei de cotas para Pessoas com Deficiência (PCD). De acordo com a legislação, empresas com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência na seguinte proporção: até 200 funcionários (2%), de 201 a 500 (3%), de 501 a 1000 (4%) e, de 1001 em diante (5%).
Segundo o diretor de Desenvolvimento de Políticas para Inclusão ao Emprego da Sedese, Emanuel Marra, o resultado do prêmio representa o somatório de esforços do governo de Minas e de parceiros e deve ser o ponto de partida para outras ações de inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho. “Que as experiências reconhecidas sirvam de motivação para outras iniciativas de inclusão”, afirmou durante a solenidade.

     Ele explicou que  o prêmio  estava  previsto no planejamento estratégico da Sedese, em sintonia com o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e com o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que são a ponte entre o ideal e a realidade. “As parcerias foram fundamentais para a sua consecução dessa iniciativa e trouxeram pluralidade de concepção e diversidade de entendimento sobre o que é inclusão”, disse.

    O vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos, destacou o valor da iniciativa. “O governo de Minas está de parabéns pela realização do prêmio em reconhecimento às empresas inclusivas. Essa primeira edição abre caminho para novas premiações e estimula as empresas a fazerem a inclusão. Servirá também de estímulo à criação de uma rede de gestores comprometidos com a inclusão de pessoas com deficiência”, afirmou.
 Vagas disponíveis em Minas
    Conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/Caged), em Minas Gerais 3.127 empresas deveriam garantir oportunidades de trabalho para 60.379 PCDs. No entanto, segundo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho no ano passado, desse total apenas 52% dos postos de trabalho estão ocupados (31.818). Dessa forma, há ainda no Estado  um saldo de 28.561 vagas a serem preenchidas.

VENCEDORES
CATEGORIA GRANDES EMPRESAS

1º lugar: Anglo American Minério de Ferro do Brasil S/A

O Programa Incluir  começou a ser idealizado em 2010, com o compromisso de implantar uma iniciativa humanizada, pautada na inclusão social, na ética, na sustentabilidade e, principalmente, nos valores da empresa: segurança, preocupação, respeito, integridade, responsabilidade, inovação e colaboração.  Ele busca a contratação, retenção e desenvolvimento do profissional com deficiência, tendo como meta a contratação de pessoas com deficiência intelectual, concomitante à contratação de pessoas com outras  deficiências (física, auditiva, visual, intelectual, múltipla ou reabilitado).
Para a inclusão de pessoas com deficiência intelectual, um funcionário, escolhido para ser tutor, acompanha as atividades no posto de trabalho e define as responsabilidades, baseado na metodologia do Emprego Apoiado. E para certificar que esses profissionais sejam incluídos, solucionando os problemas eventuais, foi criado um Comitê de Inclusão, em parceria com instituições que são referência no assunto: Instituto Educacional Despertar, Instituto Mano Down, Crepúsculo, Família Down, INSS, Sine, MTE e APAE-BH - principal parceira no direcionamento e acompanhamento do Emprego Apoiado.
As vagas para PCD são divulgadas pelas  pessoas com deficiência que já trabalham na empresa, por meio de material informativo, via parceiros como Cras, APAE, Sine e outros órgaõs que colaboram para a inclusão. A admissão é feita após análise do currículo, entrevista coletiva e individual, mapeamento de posto de trabalho, avaliação médica com elaboração do laudo de caracterização da deficiência.

2º lugar: Organização Verdemar Ltda

A inovação e a inclusão como valor fizeram a Organização Verdemar se unir ao núcleo de inclusão da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais para promover a inclusão de Pessoas com Transtornos Mentais, criando o Programa Aprendiz PTM. Participam pessoas clinicamente estabilizadas, medicadas e em tratamento contínuo nos Centros de Referência em Saúde Mental (Cersam) da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
O objetivo do Verdemar ao criar o programa foi romper as barreiras culturais e atitudinais que isolam essas pessoas do convívio social, incluí-las no ambiente de trabalho para que possam  conquistar o exercício pleno de sua cidadania.  Para as pessoas com transtorno mental (PTM), a empresa criou um protocolo de acompanhamento, que envolve profissionais de divesas áreas e contato direto com familiares, assistentes técnicos e psiquiatras, para atendê-las nos postos de saúde e nos Cersam. Um profissional veterano de cada setor recebe formação para entender o tempo e as restrições dos funcionários novatos, apoiá-los nos desafios do dia a dia, contribuir na socialização e capacitá-los em atividades diversas do setor.
O Aprendiz PTM pode participar do Recrutamento Interno, programa em que qualquer funcionário, sem a necessidade de indicação ou aprovação dos líderes, se candidata às vagas em outras funções e setores para receber treinamentos práticos, promoção salarial e de carreira. Ele também pode se inscrever nos cursos profissionalizantes, que oferecem capacitação técnica gratuita e de qualidade para a formação de padeiros, confeiteiros, pizzaiolos, sushiman, barista e parrillero. Além de cargos técnicos e operacionais, o funcionário com deficiência também pode concorrer aos cargos de gestão.
Para garantir a aceitação dos demais funcionários da empresa e evitar preconceitos e bullying, a organização produziu uma cartilha educativa que esclarece dúvidas e mitos sobre as doenças mentais mais comuns. De posse do material, uma  enfermeira do trabalho e psicólogas realizam palestras para todos os funcionários da unidade Verdemar escolhida para o projeto.
A empresa mobilizou 16 profissionais remunerados para assessorar o projeto e, atualmente, custeia seus programas de inclusão para deficientes remunerando mais de 150 funcionários, com salário diferenciado em relação ao segmento de varejo supermercadista.

3º lugar  - Supermercado Peixoto e Filhos LTDA

O Supermercado Peixoto iniciou o projeto de inclusão há sete anos, fundamentado na crença de que políticas e atitudes que desenvolvem pessoas são essenciais para o sucesso do negócio. A empresa também considera que seu papel na contratação de colaboradores com deficiência não se resume ao cumprimento de leis, mas está alicerçado no desejo moral de solidarizar-se com os outros, além de ser um dos aspectos da função social da empresa.
Na empresa, fundada em Pará de Minas, a contratação de pessoas com deficiência é vista como uma forma efetiva de integrá-las à sociedade. Por meio do trabalho, elas se tornam autônomas e aptas a exercerem sua cidadania.
No Supermercado Peixoto, a inclusão social é missão e está entre os valores da empresa. O processo seletivo de PCD ocorre com a participação de profissionais capacitados e interação com familiares da pessoa com deficiência. Além disso, existe um período de treinamento e integração dos novos colaboradores. Já os novos gestores recebem capacitação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais-APAE. Os profissionais com deficiência e seus tutores, da área de Recursos Humanos, têm atendimento psicológico assegurado. Essas medidas objetivam propiciar um ambiente de trabalho tranquilo e acolhedor.
Todas as PCDs contratadas passam pelo mesmo processo seletivo. As vagas abertas são divulgadas na APAE, no Sine e no setor de RH da empresa. A seleção ocorre após entrevistas individuais. O candidato selecionado e sua família se reúnem com o gerente da unidade, quando são descritas as funções a serem desenvolvidas e o setor onde a PCD atuará, criando, dessa forma, um clima de segurança. Somente depois ocorre o treinamento e a integração com os demais trabalhadores.   A maioria das PCDs contratadas permanece na empresa por dois anos. A empresa credita o sucesso graças ao suporte, acompanhamento do RH e equipe de trabalho, além, é claro, da determinação do colaborador portador de deficiência e à participação de sua família.

MENÇÃO HONROSA

Patrus Transportes Urgentes LTDA  

Em 2009, em parceria com instituições como o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) e Associações de Surdos,  desenvolveu o Programa Social de Inclusão Unificada, conhecido como PSIU, com o objetivo de proporcionar um ambiente inclusivo para pessoas com deficiência auditiva em todas as unidades da empresa.
O programa prevê acompanhamento de intérprete de libras em entrevistas, minicursos de libras, peças teatrais sobre a temática da inclusão, integração das pessoas com deficiência aos setores, trabalho de sensibilização com equipes e lideranças, entre outras ações. A parceria realizada com o CAIS assumiu variadas feições ao longo do tempo: capacitação das lideranças da empresa, grupos de gestão com PCD, acompanhamento do PCD no setor de trabalho (Emprego Apoiado), ações multidisciplinares para analisar o ambiente de trabalho e as condições dos colaboradores PCD, apoio e atendimento aos familiares.  
Com o passar dos anos, a empresa percebeu a necessidade de realizar uma inclusão que contemplasse todos os tipos de deficiência, ampliando assim a proposta inicial. Posteriormente, com a criação do setor de Serviço Social, este passou a ser referência para o acompanhamento do trabalho do CAIS e da pessoa com deficiência, a sensibilização da equipe e, ainda, a intermediação entre empresa e familiares.
Na  implantação e consolidação da prática, foram criadas diversas peças de sensibilização e vídeos sobre o tema, divulgados nas mídias sociais.
Para garantir tratamento igualitário, o plano de cargos e salários da empresa não faz distinção de pessoas com deficiência. Para as promoções são avaliados o potencial de competências e habilidades para o novo cargo. Havendo aderência, não há restrição.
A Patrus Transportes se preocupa com a inclusão de pessoas com deficiência por considerar a contratação de PCD uma questão de cidadania e diversidade, que vai muito além do cumprimento das cotas estabelecidas pelo governo. A empresa acredita que, com a contratação de PCD, os colaboradores passam a conviver melhor com todas as diversidades existentes e são estimulados a praticar a empatia e o respeito ao próximo.

Localiza Rent a Car SA

A estruturação de um programa específico de inclusão na Localiza teve início em 2015, quando foi elaborado um plano de capacitação e conscientização, que previa ações de garantia de acessibilidade total na sede da empresa, palestras de sensibilização dos getores sobre a inclusão de pessoas com Síndrome de Down, agenda de comunicação interna e externa sobre a temática da inclusão e participação de empresas parceiras na seleção dos candidatos PCDs.  
Para a empresa, promover a inclusão e a diversidade na organização é uma responsabilidade e integra a formação das  pessoas no mundo do trabalho.
Entre as medidas adotadas para fortalecer a participação de pessoas com deficiência no programa de recrutamento interno, merecem destaque a adequação do orçamento  do programa; treinamento das áreas, gestores e RH e o amplo envolvimento da  assistente social do Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho - iniciativa fundamental para as análises de ajuste das atividades e áreas à condição dos colaboradores integrantes do programa.
A metodologia de recrutamento do Programa de Inclusão consiste em deixar as vagas abertas no site da empresa. Mensalmente é realizado um processo seletivo dos candidatos, que se inicia com um convite para uma apresentação da empresa e do programa. Em um segundo momento, os candidatos são encaminhados para os gestores e, uma vez aprovados, recebem a devolutiva positiva. Os demais participantes também recebem uma devolutiva construtiva, para que possam se aprimorar nos próximos processos e a experiência de recrutamento seja positiva na trajetória dos envolvidos.
Além disso, a seleção no Programa de Inclusão não é somente para uma vaga, mas consiste em  um ciclo de oportunidades que se abrem. Alguns candidatos chegam a participar de dois ou três processos e são aprovados. E o processo seletivo interno, o Caminho Aberto, acessível a todos, busca movimentar os colaboradores entre áreas, garantindo a valorização das pessoas e a redução da rotatividade.
A empresa possui áreas com colaboradores cadeirantes, com surdez total, Síndrome de Down e outras deficiências - que antes eram de difícil inclusão na companhia -  e o programa  segue se aprimorando. Ainda enfrenta alguns desafios e busca a melhoria contínua das atividades como empresa inclusiva.
 


CATEGORIA EMPREENDEDOR INDIVIDUAL COM DEFICIÊNCIA


1º lugar  - Felipe Barros Silva -  Estudante de Tecnologia da Informação da PUC-Minas, Felipe Barros teve, na limitação da surdez, a motivação para criar, há um ano e quatro meses, a Signumweb, uma plataforma de videoconferência que oferece intérpretes on-line, em tempo real, para intermediar a comunicação em Libras. Ele conta que trabalhou anteriormente em um grupo empresarial, de onde saiu para criar a própria empresa de base tecnológica com o objetivo de solucionar a barreira de comunicação que existe entre surdos e ouvintes.  O estudante revela que não vai parar por aí e que está desenvolvendo outras funcionalidades para a plataforma, para contemplar também surdos não usuários de Libras, de todo o país.  

2º lugar - Eliane Vieira de Oliveira  - A Vetor Inclusão nasceu em 2012 no meio acadêmico, com palestras em formato de aulas, ministradas com o objetivo de promover a reflexão e despertar uma visão crítica sobre o tema diversidade e inclusão, dirigidas a alunos de "Psicologia Organizacional e do Trabalhador”.
Vetor Inclusão é uma consultoria especializada em diversidade e Inclusão Social. Ela desenvolve planos estratégicos de inclusão e retenção do profissional com deficiência no mundo empresarial, além da realização de palestras de conscientização e sensibilização, workshops para o desenvolvimento de equipes, treinamento de equipes de Recursos Humanos, além de representantes da empresa ministrarem disciplinas sobre o tema em universidades.
Além de consultora em Psicologia Social há 12 anos, Eliane é coautora do “Guia de Profissionais que atuam na Inclusão de Pessoas com Deficiência (PcDs)” e do livro “Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis”.

3º lugar - Jafet Leite Oliveira  - Depois de 27 anos dedicados à música, com participações em grandes eventos, como Minas ao Luar, Minas em Serenata e Música ao pé da árvore, além de apresentações em programas de televisão e casas noturnas de Belo Horizonte, há três anos o músico Jafet Leite Oliveira criou a JS Produções e Eventos, cujo nome artístico é Free Soul BH. Dos cinco componentes da banda, dois são pessoas com deficiência. Líder do grupo, Jafet diz que o objetivo do Free Soul BH  é levar alegria com nossa música a todas as pessoas, principalmente da terceira idade, que não têm muito espaço de lazer. A JS Produções e Eventos está de braços abertos para novos talentos com deficiência que desejam  fazer parte do empreendimento.


MENÇÃO HONROSA

Elton Antônio de Souza - Após enfrentar inúmeras dificuldades tentando conseguir um emprego, com remuneração que lhe permitisse sobreviver com mínima dignidade, Elton Antônio  decidiu se arriscar, abrindo um empreendimento próprio, a Reciclart BH, que produz  peças para decoração de ambientes. Ele também acredita que o seu empreendimento pode colaborar com a inclusão de outras pessoas com deficiência.
 
Katia Fontes de Moura - O primeiro contato da Kátia Fontes de Moura com a deficiência física e com uma cadeira de rodas foi em 1971, quando sofreu uma lesão medular em um acidente automobilístico. Naquela ocasião, ela se deparou com um atendimento genérico e rudimentar, pois só existia no mercado um único estilo de cadeiras de rodas, pesadas e impessoais.
No final da década de 1980, uma empresa de origem argentina instalou-se no Rio Grande do Sul e começou a produzir cadeiras mais leves e funcionais, com estrutura em alumínio. O lançamento foi bem-sucedido e a fábrica lhe propôs uma parceria. Logo,  passou a representá-la, comercializando as primeiras cadeiras em Belo Horizonte.
 Essa foi sua primeira experiência no comércio. Vieram, depois, outros produtos e novas parcerias.  Proprietária da Ortolev, Kátia Fontes continua até hoje no segmento, buscando sempre oferecer produtos que contribuam para a independência e a mobilidade dos usuários, procurando atender as características pessoais e sociais de cada indivíduo.

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