A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Diretoria de Gestão de Medidas Socioeducativas de Meio Aberto, realizou nesta quarta-feira (22), na Cidade Administrativa, uma reunião com gestores de assistência social e conselheiros tutelares de 16 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte para formar uma rede de proteção da criança e do adolescente durante o carnaval.

O objetivo foi mobilizar esses municípios, escolhidos por ter o maior número de intercorrência de crianças e adolescentes nesse período, juntamente com a capital mineira, para que todos tenham uma ação coordenada contra o trabalho infantil e outras situações de risco, como abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Além da criação de uma rede de comunicação entre os municípios, a Sedese também reforçou a importância da parceria e boa articulação entre as entidades de assistência social, os conselhos tutelares dos municípios e demais parceiros para que o trabalho de assistência às crianças e adolescentes possa ser feito com eficiência.

Ações de Proteção

Algumas ações foram pensadas para que a capital do estado possa prevenir e combater violações, abusos e trabalho de crianças e adolescentes, especialmente porque há um grande fluxo de pessoas entre as cidades da região metropolitana nos próximos dias.

Foi criado, por exemplo, o Bloco da Proteção, com o objetivo de conscientizar não só os conselhos e entidades de assistência social, como também a população, contra o trabalho infantil e demais situações de risco para crianças e adolescentes.

Belo Horizonte deverá receber, aproximadamente, 2,5 milhões de pessoas no carnaval deste ano e, para que ocorra tudo bem na folia, os mais de nove mil ambulantes cadastrados, que vão trabalhar durante a festa, foram orientados a não levar crianças ou adolescentes para o ambiente de trabalho e também a ficar atentos a possíveis situações de abusos ou violações. Eles foram convidados ainda a se juntar ao Bloco da Proteção.

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG) foi contatada para que os hotéis da capital não hospedem crianças e adolescentes desacompanhados dos pais.

Outra associação, a Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel -MG), também foi convidada a fazer parte do Bloco, assim como a Associação dos Condutores Auxiliares de Táxi ( ACAT).  A guarda Municipal de Belo Horizonte também está mobilizada e fará abordagens em possíveis situações de risco.

Os responsáveis pelos mais de 400 blocos que vão desfilar por toda a cidade foram convocados a fazer parte da ação.  Foi criada ainda, de forma voluntária, uma marchinha de carnaval específica para esta campanha pelos músicos Eros Fresiq e Bruno Malagut.

A intenção é que o tema não seja discutido apenas nas épocas de festa, mas também que seja lembrado por toda a sociedade durante o restante do ano.
Materiais do Bloco da Proteção, como leques, serão distribuídos durante o desfile dos principais blocos de carnaval de BH.