Para debater com a sociedade a atuação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na área de Direitos Humanos, o Projeto Colóquios - Mesas de Conversação, do MPMG, reuniu, nesta segunda-feira, cidadãos, entidades, movimentos sociais, integrantes do Ministério Público e autoridades como os secretários de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, André Quintão, e dos Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda; e o desembargador Renato Dresch, representando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 

Ao ressaltar a importância da atuação da Sedese em parceria com o MP, o secretário André Quintão frisou que a secretaria busca a garantia dos Direitos Humanos dedicando-se ao bom funcionamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), ao desenvolvimento e execução de políticas de trabalho, e, por recomendação expressa do governador Fernando Pimentel, ao enfrentamento da pobreza rural e à atenção aos jovens em situação de vulnerabilidade. "Nos Fóruns Regionais de Governo, levantamos 12 mil prioridades e necessidades apontadas pelos cidadãos", apontou André Quintão, a respeito da importância da participação popular no atual Governo do Estado.

 Crédito: Thaís Dutra/MPMG
 
Para o secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, "sem participação social, os Direitos Humanos não saem do papel, não entram na vida das pessoas". Ele citou, para exemplificar a importância da atuação do MP e de outras instituições, que nas 33 cidades mineiras que não registram qualquer homicídio há mais de 10 anos, o segredo é o trabalho em rede, que envolve o governo, o MP, as polícias, o Judiciário e a sociedade.
 
Coordenador do colóquio desta segunda-feira, o promotor Jarbas Soares Júnior afirmou que o MP tem o dever de agir em nome da coletividade, não podendo ser fechado. Segundo ele, os colóquios têm, assim, o objetivo de ouvir o cidadão. "Ouvir, registrar o que é falado, para que, depois, o MP possa se debruçar sobre o que nos é trazido e ver onde pode atuar para melhorar", ponderou.
 
"O apoio comunitário talvez seja a alma de toda a atuação do MP na área de Direitos Humanos", afirmou a promotora Nívea Mônica, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário (CAO-DH). 
 
Frei Gilvander, da Pastoral da Terra, disse que, além de reconhecer a importância da atuação do Ministério Público na busca do respeito aos Direitos Humanos, é preciso reivindicar que esse trabalho seja fortalecido, com mais promotores atuando por esse objetivo. Entre os vários movimentos sociais que participaram do colóquio, destacaram-se representantes das vítimas do rompimento da barragem da Mineradora Samarco, em Mariana; da Associação de Pessoas com Privação de Liberdade; da Pastoral do Povo de Rua; Movimento População de Rua de Belo Horizonte; e representantes de ocupações como a Rosa Leão/Isidoro.