Carlos Alberto Pereira/Imprensa-MG

O município de Nova Serrana, no Oeste de Minas Gerais, se manteve na liderança  entre as dez cidades com a maior  geração de empregos no Estado de janeiro a novembro em 2017, com a criação de 3.399 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Em relação a 2016, houve um recuo de 1.437 ¬ - naquele ano, quando também era líder no ranking,  foram geradas 4.836 postos de trabalho ¬-, mas mesmo assim a cidade alcançou o sétimo lugar no país no ano passado na abertura de oportunidades de emprego para a população.

A indústria de  transformação, com destaque para o setor calçadista, foi a principal responsável pelo desempenho  positivo de Nova Serrana de janeiro a novembro do ano passado, com a criação de 2.870 postos de trabalho. O setor de serviços ficou em segundo lugar, com 292 vagas, e  o comércio com a abertura de 203 oportunidades de emprego.

No Estado, no mesmo período, Uberlândia ficou em segundo lugar no ranking de geração de postos de trabalho, com a criação de 3.264 vagas, seguido por Patos de Minas (2.235), Comendador Gomes (1.568), Itaúna  (1.334), Contagem (1.217), Campo Belo (1.186), Extrema (1.128), Pouso Alegre (1.124) e Iturama (1.068).

Também de janeiro a novembro do ano passado, o município de Nova Serrana, ficou em sétimo lugar no país em geração de postos de trabalho. O ranking de criação de vagas é liderado pela cidade de São Paulo (9.871), seguido por Joinvelle-SC (7.406), Franca-SP (4.920), Bebedouro-SP (4.566), Goiânia-GO (4.316), Aparecida de Goiânia-GO (3.804) e Nova Serrana (3.399).

Por segmento de ocupação entre as dez cidades maiores geradoras de emprego em Minas estão  os  serviços (2.877 vagas) em Uberlândia e Patos de Minas (805), Contagem (1.412), Extrema (520), Pouso Alegre (549) e Iturama (755).  Em Comendador Gomes, que está em quarto lugar no ranking,  agropecuária teve a maior geração vagas (1.576).  Já em Itaúna, a indústria de transformação abriu a maior oportunidade de empregos  (882). Extrema também tevem um bom desempenho nesta área, com criação de 480 postos de trabalho.

Minas Gerais tem intensificado as ações de captação de intermediação de mão de obra  nas 132 unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para ampliar a empregabilidade.  Para se ter uma ideia, em 2017, até o início de dezembro, foram atendidos 1.821.635 trabalhadores nessas unidades, coordenadas no Estado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Outro programa da Sedese que ganhou impulso no ano passado foi o Busca Ativa, já em funcionamento na Unidade de Atendimento Integrado (UAI), na praça 7, em Belo Horizonte. No ao passado, outros 68 gestores foram capacitados em Belo Horizonte para levar a iniciativa a cidades no Estado. Por meio do cruzamento de informações do Caged com o de contribuintes de ICMS em Minas é possível mapear quais as empresas têm maior probabilidade de geração de empregos, possibilitando assim uma atuação mais efetiva dos funcionários do Sine para garantir as oportunidades de emprego no Estado.